Conheci e recebi em minha casa, CARRANO, este grande HERÓI na Luta contra os desmandos da Psiquiatria no Brasil e no mundo. Atualmente amparado pelas conquistas nos USA e lançamento mundial do vídeo DVD:
PSIQUIATRIA - UMA INDUSTRIA DA MORTE
A Declaração do CFM alertando sobre os efeitos das 'drogas legalizadas' dos receituários sobre os próprios médicos, ocasinando um caos na área de saúde mental Brasileira.
Carrano, um dos principais responsáveis pelas mudanças que estão ocorrendo nos internamentos de pacientes com a metodologia arcaica e destruidora do uso de medicamentos, eletro-choques (agora na forma mais cruel para a mente - com anestesia), hipnose e coquetéis de drogas.
PROBLEMAS DA MENTE NÃO SE CURAM COM MEDICAMENTOS, a mente é abstrata e causa efeitos sobre o corpo. O corpo é a área médica, não a mente que a PSI de fato nunca estudou. Seus diagnósticos não possuem base científica, segundo a própria declaração do presidente da Psiquiatria Americana (lá já em baixa e em alguns lugares já proibidos os métodos tradicionais de tratamento mental).
Morre escritor curitibano que inspirou o filme "Bicho de sete cabeças"
Austregésilo Carrano Bueno tinha 51 anos. Ele estava internado no Hospital das Clínicas
28/05/2008 | 10:35 | G1/Globo.com e Agência Estado
Morreu na tarde de terça-feira (27), aos 51 anos, o escritor curitibano Austregésilo Carrano Bueno. Ele estava internado desde segunda-feira (26), no Hospital das Clínicas, na Zona Oeste de São Paulo. Ele morreu às 17h40 em razão de uma infecção generalizada resultado de um câncer no fígado.
O trabalho mais conhecido de Carrano foi o livro "Canto dos Malditos", que originou o filme "Bicho de sete cabeças" (2001), dirigido por Laís Bodanzky e que tinha Rodrigo Santoro no papel principal, do próprio escritor.
Veja entrevista de Carrano sobre o Movimento da Luta Antimanicomial:
http://youtube.com/watch?v=bElqEmQhpBU
Veja em vídeo o escritor lendo poemas.
http://youtube.com/watch?v=blTqEH6oXto
No livro, Carrano Bueno narrava supostos abusos praticados em centros psiquiátricos em Curitiba e no Rio, dos quais era interno. A obra foi lançada no começo dos anos 90, foi reeditada pouco depois da estréia do filme e teve sua comercialização proibida pela Justiça em 2002, a pedido da família de um psiquiatra que atendeu o escritor. Foi recolhida das livrarias do país e só teve permissão para ser reeditada no ano passado.
Segundo seu relato autobiográfico, Carrano Bueno foi internado aos 17 anos, em 1974, após seu pai ter encontrado maconha com o filho. Ele narra que era submetido a sessões de eletrochoque e a tomar medicamentos fortes, além do relacionamento difícil com os funcionários dos centros em que estava internado.
Como conseqüência dos anos de internação, segundo ele, houve problemas de visão e seqüelas no crânio. Carrano Bueno tornou-se mais tarde um dos símbolos do movimento antimanicomial.
O hospital Bom Retiro e a Federação Espírita do Paraná entraram com uma ação para que ele não fizesse mais palestras ou desse entrevistas sobre anos em que passou internado em instituições.
Canto dos Malditos
"Canto dos Malditos" narra a via-crúcis do escritor paranaense pelos hospícios de Curitiba e do Rio de Janeiro. Aos 17 anos, em 1974, Austregésilo era um jovem rebelde, habituado a fumar maconha e a usar medicamentos de uso restrito. Ao encontrar uma trouxinha de maconha na jaqueta de Austry, como era conhecido, o pai do escritor decidiu interná-lo em um hospital psiquiátrico da cidade, à força, para desintoxicação
Ao longo de um ano o escritor foi submetido a sessões de eletrochoque e obrigado a ingerir altas doses de medicamentos. No fim do tratamento, o jovem rebelde e cheio de vida havia se transformado em um ser abobalhado e sem vontade própria. Quando saiu da clínica, Austry já não tinha condições de conviver com as pessoas ditas normais e acabou sofrendo também nas mãos da polícia. Até os 20 anos, ele foi internado em várias instituições psiquiátricas
Em julho de 2001, superados os traumas, Austregésilo Carrano Bueno publicou Canto dos Malditos, em que relata todos os horrores pelos quais passou. O livro chegou a ser recolhido, por força de uma ação judicial movida por familiares de um médico citado, mas foi liberado dois anos e meio depois
A SAÍDA agora existe:
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